As coisas mais
pesadas nem sempre são as que doem mais, mas são sim as que se enraízam em
nosso interior. Sobre as que doem verdadeiramente acredito ser uma questão
situacional, e claro que há possibilidades dentro desse campo. Por vezes a
questão é "distribuição de massa" e não apenas peso.
Alguns danos são
como um bloco de isopor que tento afundar na água, por algum tempo e com certa
pressão consigo mantê-lo longe da superfície, porém um descuido ou mesmo a
sensação de controle e o bloco volta a emergir.
Essa capacidade
de reaparecer quando menos espero é que fez certas coisas doerem tanto,
juntando isso a uma séria rotina de idas e vindas não digo que não foi fácil
transformar o caso em parte de mim.
Sobre transformar um problema em membro operante do meu corpo.
Algumas
situações me fizeram tomar como meu aquilo que não consegui retirar ou mover,
por ser pesado demais ou além do meu alcance estrutural. E coisas sem valor
terminaram se transformando em caminhos alternativos pra fugir do que sentia. É
o tipo de dor que estará sempre ao meu lado, talvez eu não precise andar tanto
ou me descuidar de fato pra que isso venha à tona. É algo que de natureza
parece ser meu ou que com o passar do tempo se fez.
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